Toda loja de celular investe algum tipo de energia pra atrair cliente. Uns colocam faixa na frente, outros patrocinam post no Instagram, outros vivem no boca a boca e tem aqueles que gastam todo mês no Google. O problema é que, na maioria das vezes, o lojista não sabe exatamente de onde está vindo quem compra.
Saber a resposta pra pergunta “como você chegou até a gente?” deixa de ser curiosidade e vira estratégia quando essa informação começa a ser registrada. É aí que entram os canais de aquisição dentro do Single: um recurso simples, mas que muda a forma como você enxerga o retorno de cada esforço de divulgação.
O que são canais de aquisição e por que registrar
Canal de aquisição é o caminho que o cliente percorreu até entrar na sua loja. Pode ser indicação de um amigo, um anúncio no Google, um story no Instagram, a vitrine do shopping, o WhatsApp da assistência ou simplesmente a pessoa que passou na rua e resolveu entrar.
Quando você não registra isso, acaba trabalhando no achismo. Um vendedor jura que o cliente veio pelo Instagram, outro diz que foi indicação, e no fim do mês ninguém sabe quanto o investimento em anúncio realmente trouxe de retorno. Isso leva muita loja de celular a continuar gastando com algo que não funciona ou, pior, a cortar justamente o canal que estava trazendo movimento.
Com os canais de aquisição cadastrados no Single, essa informação para de ficar na cabeça e passa a ficar no sistema. Qualquer vendedor consegue consultar e, principalmente, você consegue analisar grupos de clientes depois.
Como cadastrar um canal de aquisição no Single
O cadastro é direto. Dentro das configurações da empresa, você encontra a opção pra criar um novo canal de aquisição. Basta informar o nome do canal e salvar.
Alguns exemplos de canais que fazem sentido pra loja de celular:
- Google: pra quem anuncia ou aparece em buscas orgânicas
- Instagram: posts, stories, reels e anúncios pagos
- Indicação: cliente que chegou porque alguém falou da loja
- WhatsApp: pessoas que vieram pelo contato direto
- Rua: quem passou na frente, viu a vitrine e entrou
- Parceria: quando outra loja ou profissional indica
- Site ou Vitrine Single: pra quem já divulga aparelhos online
Não precisa cadastrar vinte canais logo de cara. Comece com os quatro ou cinco mais importantes pra sua realidade. Depois, conforme for percebendo novas origens, você adiciona mais.
Lista de canais e quantidade de clientes vinculados
Na tela de listagem dos canais, você vê não só o nome de cada um, mas também quantos clientes já estão vinculados a ele. É uma visão simples que já ajuda a entender rapidamente qual canal tem mais peso dentro da sua base.
Se um canal deixou de fazer sentido, dá pra editar o nome ou remover do sistema. O importante é manter a lista limpa, pra não acabar virando um campo com dez opções parecidas que confundem o vendedor na hora do atendimento.
Vinculando o canal ao cadastro do cliente
No momento de cadastrar um novo cliente, existe o campo canal, onde o vendedor seleciona por onde aquela pessoa chegou. Essa pergunta pode fazer parte do próprio script do atendimento, logo no início da conversa.
Perguntar “como você conheceu a gente?” é algo natural, que não assusta o cliente e dá uma informação valiosa pra loja. Em muitos casos, o próprio cliente responde antes mesmo de ser perguntado: “vi no Instagram de vocês”, “minha prima comprou aqui”, “passei na frente agora”.
O que antes se perdia em uma conversa casual, agora vira dado. E dado se transforma em decisão.
Analisando canais de aquisição no analytics de clientes
É aqui que o trabalho começa a render. Dentro do analytics de clientes do Single, existe o bloco de canais de aquisição, que mostra por onde os clientes chegaram até a loja em um determinado período.
Cada canal exibe três informações importantes: nome, percentual de participação e total de clientes vinculados. Em outras palavras, você consegue bater o olho e dizer: “40% dos meus clientes vieram por indicação, 25% pelo Instagram, 20% pelo Google e 15% chegaram sem canal informado”.
Essa visão responde perguntas práticas:
- Faz sentido continuar pagando aquele anúncio no Google?
- O Instagram realmente está trazendo cliente ou só gera curtida?
- Quanto do meu movimento vem de indicação, ou seja, do próprio atendimento?
- Quantos clientes estão entrando sem canal informado, mostrando que a equipe não está perguntando?
Filtro por período de cadastro
O analytics de clientes permite filtrar por data inicial e final de cadastro. Isso é útil pra comparar meses, campanhas e temporadas. Rodou uma campanha agressiva no Instagram em novembro? Filtre só esse mês e veja se a participação do canal cresceu em relação ao período anterior.
Esse tipo de comparação transforma marketing em algo mensurável, mesmo numa loja pequena, com dois ou três funcionários.
Como usar essa informação pra decidir investimento
Depois de alguns meses registrando os canais, começa a aparecer um padrão. Normalmente, uma loja de celular bem posicionada tem uma mistura: boa parte vem de indicação, uma fatia considerável vem de redes sociais e outra parte chega pela localização física.
Com esses números, você consegue tomar decisões que antes dependiam só do feeling:
- Investir mais no que funciona. Se a indicação é forte, vale pensar em programa de indicação ou melhorar o pós-venda pra gerar ainda mais recomendação.
- Cortar o que não traz retorno. Se um canal pago representa apenas 3% dos clientes, talvez o valor investido não esteja compensando.
- Trabalhar o canal que está crescendo. Quando um canal começa a aparecer com mais força, é sinal de que ele merece atenção extra.
- Reduzir o “canal não informado”. Treinar a equipe pra sempre perguntar a origem já aumenta a qualidade dos dados em pouco tempo.
Combinando canais com histórico e ticket médio
O ganho fica ainda maior quando você cruza canal de aquisição com outras informações do Single, como ticket médio, recorrência e clientes recorrentes. Nem sempre o canal que traz mais cliente é o que gera mais faturamento.
Pode ser que a indicação traga mais pessoas em quantidade, mas o cliente vindo do Instagram gaste mais por compra. Ou que o cliente chegando pela Vitrine Single já venha com decisão de compra formada, fechando venda mais rápido. Esse tipo de leitura separa o lojista que trabalha no escuro daquele que entende o próprio negócio.
E essa é justamente a proposta do Single: dar pra quem viveu a bancada uma estrutura de informação pra apoiar decisões que antes dependiam só da memória e da intuição.
Comece simples, melhore com o tempo
Não precisa ter um plano de marketing elaborado pra começar a usar canais de aquisição. Cadastre quatro ou cinco opções, treine a equipe pra sempre perguntar a origem do cliente no momento do cadastro, e deixe o sistema acumular dados por alguns meses.
Em pouco tempo, você vai ter nas mãos uma visão real de por onde seu negócio cresce. E, com isso, consegue investir cada real de divulgação com muito mais segurança. O Single organiza o dado, mas quem transforma ele em decisão continua sendo você, com toda a experiência que já tem do mercado de celular.