Na loja de celular quase nenhuma venda fecha com uma forma de pagamento só. O cliente dá uma entrada no PIX, parcela um pedaço no cartão, deixa um aparelho usado como parte do pagamento e ainda completa com dinheiro. Se o sistema não aceita essa mistura de forma simples, o vendedor acaba fazendo cálculo no papel, inventando desconto ou dividindo a venda em duas pra não travar o fluxo.

O checkout do Single foi feito pensando exatamente nisso. Dentro de uma única venda, você consegue combinar quantas formas de pagamento forem necessárias, cada uma com seus próprios campos e informações. E o melhor: o estoque, o financeiro e a nota fiscal continuam coerentes, sem precisar de ajuste manual depois.

Por que combinar formas de pagamento na venda de celular

Quem está atrás do balcão sabe: dificilmente uma venda de aparelho de R$ 2.500 sai limpa. O cliente chega decidido no modelo, mas na hora de pagar precisa manobrar. O limite do cartão não cobre tudo, ele quer parcelar parte, pagar parte à vista no PIX e ainda ficar na faixa de parcela que cabe no bolso.

Quando o vendedor tenta encaixar isso em um PDV engessado, começa o improviso. Lança uma venda só no cartão e pede pra ele mandar o PIX separado "por fora". O problema aparece depois, quando chega a hora de conferir o caixa, bater o faturamento do dia ou gerar relatório pra decidir o que comprar na próxima semana. A informação ficou pela metade.

Dividir a venda em dois pedaços também não resolve. O estoque fica confuso, a nota fiscal sai estranha, e o histórico do cliente mostra duas compras onde deveria aparecer uma só.

Como funciona o checkout do Single

Depois de montar o carrinho com os aparelhos e produtos, o Single leva você direto para a tela de checkout. Lá, cada forma de pagamento aparece como um card. Você clica no card correspondente, preenche o valor daquela parte e segue para a próxima. Dá para somar quantas formas forem necessárias até fechar o valor total da venda.

As formas disponíveis são: dinheiro, PIX, cartão, aparelho (trade-in) e outros. Cada uma abre campos específicos conforme o que o pagamento exige.

Dinheiro

Ao escolher dinheiro, abre um campo simples pra informar o valor recebido naquela forma. Serve pra entrada em espécie ou pra fechar centavos que sobraram depois das outras combinações.

PIX

No PIX, além do valor, você informa qual chave foi usada. Isso ajuda na hora de conferir se o pagamento realmente caiu, principalmente quando a loja tem mais de uma chave cadastrada em contas diferentes. Como as chaves PIX ficam cadastradas nas configurações da empresa, elas aparecem disponíveis automaticamente no momento da venda.

Cartão

O cartão é onde mais acontece a mistura. O Single pede a maquininha utilizada, o número de parcelas, o valor cobrado e dá a opção de repassar a taxa da maquininha ao cliente. Como as maquininhas são previamente cadastradas com suas modalidades e taxas, o sistema já sabe qual porcentagem aplicar em cada parcelamento.

Se o cliente quiser passar R$ 1.800 em cinco vezes no crédito, o vendedor seleciona a maquininha certa, informa 5x e o Single faz o resto. O valor líquido fica registrado corretamente, sem o lojista precisar sacar calculadora.

Aparelho

Essa é a forma que faz diferença na loja de celular. Quando o cliente dá o celular usado como parte do pagamento, você aciona a forma de pagamento aparelho e uma modal abre pra cadastrar aquele aparelho que está entrando: marca, modelo, cor, armazenamento, IMEI, condição, preço de compra e demais informações. Depois que a venda é finalizada, o aparelho vai direto pro seu estoque como seminovo, pronto pra ser vendido de novo.

Esse detalhe elimina um retrabalho enorme. Antes você fechava a venda, depois ia lá na tela de estoque, cadastrava o aparelho recebido, lembrava quanto tinha abatido, buscava o IMEI anotado em algum lugar. Agora tudo acontece no mesmo fluxo.

Outros

A categoria "outros" cobre casos menos frequentes mas que aparecem: um crédito que o cliente tinha na loja, uma permuta diferente, qualquer forma de pagamento que não se encaixe nas anteriores. Abre um campo pra adicionar o valor e segue.

Exemplo prático: uma venda típica de iPhone usado

Imagina que um cliente entra na loja e fecha um iPhone seminovo por R$ 3.200. Durante a negociação, o vendedor combinou o seguinte:

  • R$ 1.500 em aparelho usado (um Samsung que o cliente trouxe)
  • R$ 1.000 no cartão de crédito em 3x
  • R$ 500 no PIX à vista
  • R$ 200 em dinheiro pra fechar o valor

No Single, o vendedor adiciona o iPhone ao carrinho, vai pro checkout e vai clicando em cada card: aparelho (cadastra o Samsung na modal), cartão (seleciona a maquininha, informa 3x e R$ 1.000), PIX (seleciona a chave e informa R$ 500), dinheiro (informa R$ 200). O sistema soma tudo e confirma que o valor fecha com o total da venda.

Ao finalizar, três coisas acontecem automaticamente: o iPhone sai do estoque, o Samsung entra como seminovo e o financeiro registra cada forma de pagamento separadamente, com seus respectivos valores líquidos.

Garantia e nota fiscal continuam no mesmo fluxo

Combinar formas de pagamento não atrapalha as outras etapas da venda. Dentro do carrinho, cada item ainda pode receber sua própria garantia através do botão "emitir garantia", que abre a modal com validade e categoria. Depois de finalizada, a venda também pode gerar nota fiscal diretamente, usando a configuração fiscal que já está pronta na sua empresa.

Isso importa porque muita loja ainda trata essas etapas como se fossem processos separados. Vende em um lugar, emite nota em outro, controla garantia em um caderno. No Single, a venda inteira (produtos, pagamento, garantia e nota) acontece dentro do mesmo contexto.

O que você ganha organizando o pagamento desse jeito

O primeiro ganho é não precisar mais inventar workarounds. Nenhuma venda sai pela metade só porque o cliente escolheu um arranjo diferente de pagamento. O vendedor registra exatamente o que aconteceu, sem desconto manual, sem cálculo paralelo.

O segundo é a confiabilidade do caixa. Quando chega o fim do dia e você abre o dashboard, cada forma aparece com seu total: o quanto entrou em dinheiro, o quanto caiu no PIX, o quanto está pra receber da maquininha e os aparelhos que entraram no trade-in. Fica muito mais fácil conferir, cobrar o que falta e identificar inconsistências.

O terceiro é o impacto no estoque. Quando o aparelho usado entra como forma de pagamento, ele já está disponível pra ser consultado na lista de aparelhos, com todos os dados preenchidos, incluindo IMEI. Isso evita aquele problema clássico de a loja ter um celular na gaveta e ninguém saber direito quanto pagou nele.

Comece a usar no próximo atendimento

Se a sua loja ainda registra venda só com uma forma de pagamento ou divide o atendimento em várias partes pra conseguir fechar, vale testar o checkout do Single no próximo cliente. Cadastre antes suas chaves PIX e suas maquininhas com as respectivas taxas, assim a venda flui sem interrupção.

No fim das contas, aceitar várias formas de pagamento numa mesma venda não é só comodidade pro cliente. É o que mantém o faturamento, o estoque e o financeiro batendo entre si, sem depender da memória de ninguém pra reconstruir o que aconteceu depois.