Toda assistência técnica de celular vive a mesma cena: o aparelho entra com defeito no display, o técnico troca a tela, o serviço é finalizado e o cliente paga. Só que, sem registrar a peça usada dentro da ordem de serviço, aquele conserto vira apenas uma receita solta. Ninguém sabe quanto custou de verdade e nem quanto sobrou de lucro.
Registrar as peças utilizadas no serviço não é burocracia, é sobrevivência do negócio. É o que permite enxergar o custo real de cada reparo, controlar o estoque de peças e entender se a operação está saudável. No Single, esse registro faz parte do fluxo de finalização do serviço e conversa direto com o estoque da loja.
O que significa registrar peças utilizadas no serviço
Quando um técnico troca um display, uma bateria ou um conector de carga, ele está tirando essa peça do estoque da loja e colocando dentro do aparelho do cliente. Se esse movimento não for registrado, duas coisas acontecem ao mesmo tempo: o estoque de peças fica errado e o custo do serviço fica incompleto.
No Single, cada peça precisa estar previamente cadastrada em Estoque > Peças. Depois de cadastrada, com nome, categoria e descrição, ela pode ser lançada no estoque com fornecedor, quantidade e custo unitário. É desse cadastro que o sistema puxa a informação na hora que o técnico for finalizar a ordem de serviço.
Isso significa que a peça deixa de ser um item genérico anotado no caderno e passa a ter identidade dentro do sistema: um display de determinado modelo tem código próprio, custo médio calculado a partir das últimas reposições e vínculo direto com a ordem de serviço em que foi usado.
Como o Single conecta o estoque de peças à ordem de serviço
O fluxo é simples e evita retrabalho. Quando você abre um novo serviço, informa o cliente, o aparelho, o problema informado, o checklist de entrada e a descrição dos serviços que vão ser executados. Nesse momento, ainda não é preciso saber exatamente quais peças vão sair do estoque.
A definição das peças acontece na tela de finalização do serviço, junto com a data de conclusão, o valor cobrado, os custos adicionais, o checkout dos pagamentos e a garantia. Ali existe uma área específica chamada Peças utilizadas, onde o técnico ou o atendente busca cada peça pelo código ou pelo nome e adiciona a quantidade que foi usada no conserto.
O que o sistema faz automaticamente
Ao adicionar a peça na finalização, o Single já executa três ações ao mesmo tempo. Primeiro, dá baixa da peça no estoque, reduzindo a quantidade disponível. Segundo, registra o custo daquela peça dentro do serviço, usando o custo médio calculado pelas movimentações. Terceiro, atualiza o lucro do serviço, subtraindo o custo das peças do valor cobrado.
Isso resolve um problema clássico da assistência técnica: o dono da loja sabia quanto o serviço custou pro cliente, mas não sabia quanto o serviço custou pra loja. Com as peças registradas, essa conta fecha sozinha.
Passo a passo pra adicionar peças ao finalizar o serviço
O caminho dentro do Single é direto. Depois que o orçamento é aprovado e o técnico executa o reparo, basta abrir a janela do serviço e clicar em Finalizar. A tela de finalização vai pedir a data de conclusão e o valor do serviço, que são campos obrigatórios.
Logo em seguida, aparece a área de Peças utilizadas. É lá que você busca a peça pelo código ou nome, informa a quantidade e adiciona. Cada peça adicionada mostra o ID, nome, categoria, quantidade, custo unitário e custo total. Se o técnico usou mais de uma peça no mesmo serviço, dá pra adicionar quantas forem necessárias.
Depois disso, você registra o checkout com as formas de pagamento (dinheiro, PIX, cartão ou outros) e decide se emite garantia ou finaliza sem garantia. Quando a garantia é emitida, ela puxa validade e categoria automaticamente, com condições e limitações preenchidas conforme o modelo cadastrado.
Custos adicionais além das peças
Nem todo custo de um serviço vem do estoque de peças. Às vezes o técnico precisa comprar uma peça sob demanda com um fornecedor externo. Outras vezes existe um custo de motoboy pra buscar ou entregar o aparelho. Pode acontecer também de um prejuízo pontual entrar na conta, como uma peça danificada durante o próprio conserto.
Pra isso, a tela de finalização tem o campo Custos adicionais. Ele funciona como um complemento do custo total do serviço, somando com o custo das peças utilizadas. Assim, o lucro exibido no resumo do serviço reflete o resultado verdadeiro, e não uma estimativa otimista.
Como isso reflete no lucro real do serviço
Depois que o serviço é finalizado com as peças e os custos adicionais informados, o Single mostra o resumo financeiro dentro da própria janela do serviço. Aparecem quatro números essenciais: o valor cobrado, os custos totais, as taxas aplicadas no recebimento e o lucro.
Esse lucro é o que interessa. Um serviço de R$ 400 na troca de um display pode parecer um bom trabalho, mas se a peça saiu do estoque por R$ 280 e teve mais R$ 30 de custo adicional, a operação rendeu R$ 90 antes das taxas de cartão. Sem esse cálculo, o dono da loja pode achar que está lucrando o dobro do que realmente lucra.
Com o passar dos meses, essas informações também alimentam o analytics financeiro. No resumo por departamento, o bloco de Serviços mostra faturamento, custos e lucro mês a mês. Só que esse resumo só faz sentido se as peças e os custos adicionais estiverem entrando nas ordens de serviço no dia a dia.
Erros comuns quando as peças não são registradas
O primeiro erro é o estoque de peças ficar cada vez mais distante da realidade. O sistema mostra dez displays disponíveis, mas o técnico já tirou quatro pra usar em serviços e ninguém deu baixa. Quando chega um cliente novo, o vendedor acredita que tem a peça e depois descobre que não tem.
O segundo é a distorção do lucro. Serviços aparecem com margem irreal porque o custo das peças não foi lançado. Isso atrapalha decisões importantes, como definir preço, avaliar se vale a pena continuar consertando determinado modelo ou entender qual técnico está gerando mais resultado.
O terceiro é a perda de rastreabilidade. Se o cliente volta reclamando de um display trocado, é útil saber exatamente qual peça foi usada, de qual fornecedor veio e quando entrou no estoque. Sem esse registro, a garantia da assistência vira uma conversa baseada em memória, e memória em loja movimentada nunca é confiável.
Comece a registrar hoje mesmo
Se sua assistência ainda não registra as peças dentro da ordem de serviço, o próximo passo é bem simples. Cadastre as peças mais usadas em Estoque > Peças, lance as quantidades atuais com o custo unitário e, a partir do próximo serviço finalizado, adicione as peças na tela de finalização.
Em pouco tempo, você vai ter uma visão que nunca teve: quanto cada conserto realmente custa, quais peças giram mais rápido, qual fornecedor entrega o melhor custo e qual serviço dá mais lucro. É o tipo de informação que muda a forma de tomar decisão na loja e que o Single deixa acessível dentro do fluxo natural da assistência técnica.