Toda loja que mexe com assistência técnica tem uma percepção do que passa mais na bancada. "Aqui é muito iPhone", "aqui só entra Motorola", "esse mês foi Xiaomi direto". O problema é que percepção não paga conta. Sem número na mão, você compra peça no chute, treina técnico no chute e perde dinheiro sem perceber.

O Single tem uma tela de Analytics de assistência técnica que responde essa pergunta com dado real: quais marcas mais entram na sua loja para conserto, quais modelos aparecem mais dentro de cada marca e qual técnico está fechando o quê. Nesse post eu te mostro como ler esses números e transformar em decisão prática dentro da loja.

Por que saber as marcas mais consertadas muda o jogo

Quando você sabe, com precisão, que 40% dos serviços do mês foram iPhone e 25% foram Samsung, você para de chutar. Passa a comprar peça com base no que realmente sai, negocia melhor com fornecedor porque sabe o volume que gira e evita entulhar a gaveta com bateria de aparelho que quase ninguém traz.

Também dá pra planejar treinamento. Se a marca X está crescendo mês a mês na sua assistência, faz sentido o técnico se especializar naquela marca, comprar ferramenta específica e ganhar velocidade no reparo. Velocidade em assistência técnica é dinheiro: quanto mais rápido o aparelho sai da bancada, mais serviço cabe no mês.

Onde encontrar o ranking de marcas no Single

Dentro do sistema, o bloco de Marcas mais consertadas fica no Analytics de assistência técnica. Ele lista cada marca que apareceu nos serviços, com três informações principais: nome da marca, percentual de participação nos consertos e total de serviços vinculados àquela marca.

Ou seja, você bate o olho e vê algo como: Apple 42%, Samsung 28%, Xiaomi 15%, Motorola 10%, outras 5%. Não é achismo, é o que o sistema registrou nas ordens de serviço abertas e finalizadas na sua loja.

Como o Single monta esse dado

Cada vez que você abre uma nova ordem de serviço, informa o aparelho: marca, modelo, cor, armazenamento, IMEI. Esse cadastro alimenta o Analytics automaticamente. Não tem passo extra, não tem relatório para gerar, não tem planilha para preencher. Você só precisa preencher direitinho o campo do aparelho na hora do check-in.

Por isso, se o seu balconista tem preguiça de completar os dados do aparelho, o Analytics fica capenga. Vale a pena bater nessa tecla com a equipe: preenchimento correto na entrada é o que garante decisão certa depois.

Detalhando modelos dentro de cada marca

Saber que Apple é 42% dos serviços é bom, mas ainda genérico. O que passa mais na bancada: iPhone 11, iPhone 12, iPhone XR? Isso muda tudo na hora de comprar peça, porque tela de iPhone 11 e tela de iPhone 13 têm preço muito diferente.

No Single, ao clicar em uma marca dentro do bloco de marcas mais consertadas, abre uma modal com a distribuição dos modelos daquela marca. Você vê: nome do modelo, percentual de participação dentro da marca e total de serviços daquele modelo específico.

Com isso, você monta uma lista de compra bem afiada. Sabe que precisa ter três telas de iPhone 11 sempre em estoque porque é o modelo que mais entra, e que iPhone 15 quase não aparece ainda, então não faz sentido travar dinheiro em peça premium que gira pouco.

Cruzando com o ranking de técnicos

Na mesma tela de Analytics de assistência técnica, tem o Ranking de técnicos. Ele mostra o volume de serviços concluídos por cada técnico da equipe, com nome, percentual de participação e total de serviços finalizados.

O cruzamento interessante é: qual técnico está fechando mais serviço de qual marca? Se o Fulano é rápido em iPhone e a marca que mais aparece é Apple, você tem uma equipe alinhada com a demanda. Se o técnico especialista é em Motorola e Motorola representa 8% do movimento, tem algo desalinhado ali.

Escala e distribuição de serviço

Se você tem mais de um técnico, o ranking também ajuda na hora de distribuir OS na bancada. Dá para direcionar aparelhos das marcas mais recorrentes para quem tem mais fluência, e usar os serviços mais raros como oportunidade de aprendizado para os outros técnicos, sem prejudicar o prazo de entrega do cliente.

Como usar esses dados na prática da loja

Ter o número na tela não resolve nada sozinho. O que resolve é a ação em cima do número. Algumas ações práticas que eu recomendo com base no que a gente vê nas lojas que usam o Single:

  • Compra de peça inteligente: monte a lista de reposição olhando os top 5 modelos consertados no mês. Assim, quando o cliente entra pedindo troca de tela, você já tem a peça na gaveta e fecha o serviço no mesmo dia.
  • Negociação com fornecedor: chegue no fornecedor com volume real. "Compro 20 telas de iPhone 11 por mês" vale muito mais desconto do que "me manda uma variedade aí".
  • Precificação de mão de obra: se um modelo é muito recorrente e você já tem processo azeitado, dá para ser mais competitivo no preço. Se é raro e demora, cobre o extra que o serviço merece.
  • Marketing direcionado: se Xiaomi está crescendo na sua assistência, faça post nas redes sociais mostrando conserto de Xiaomi. Você atrai mais desse público que já está chegando de forma natural.
  • Treinamento da equipe: invista em curso e ferramenta para as marcas top da sua loja. É onde o retorno vem mais rápido.

Complementando com os indicadores de comportamento

Ainda dentro do Analytics de assistência técnica, o Single mostra indicadores de comportamento dos clientes: total de clientes atendidos, ticket médio dos serviços, recorrência e percentual de clientes recorrentes. Esses números conversam com o ranking de marcas.

Se você vê que o ticket médio da assistência está baixo, talvez a sua loja esteja pegando muitos serviços simples de marcas com peça barata. Se está alto, você provavelmente está entrando em serviços mais complexos, o que exige técnico mais experiente e estoque de peça mais qualificado. Nada disso é bom ou ruim isolado; é sobre entender o perfil da sua operação e decidir para onde quer levar.

Comece a olhar esse dado toda semana

Uma dica que funciona bem: reserve 15 minutos toda segunda-feira para abrir o Analytics de assistência técnica no Single, olhar as marcas mais consertadas da semana anterior e comparar com o mês. Anota o que mudou, o que cresceu, o que sumiu. Em três ou quatro semanas você já tem uma leitura muito clara do movimento da sua bancada.

Com esse hábito, comprar peça deixa de ser um susto no fim do mês e vira uma decisão fria, baseada em número. E o financeiro da assistência agradece: menos peça parada no estoque, mais serviço fechado no prazo e cliente saindo satisfeito. Se você ainda não abriu esse relatório na sua conta, abre hoje e dá uma olhada. O dado já está lá esperando por você.